Então… desde que tomei a decisão de operar (explico outra hora como foi e por quê) os lugares mais freqüentados por mim são clínicas e hospitais… Hoje foi um dia bem produtivo. Acordei cedo, fui à clínica para uma consulta com a psicóloga, fiz uma endoscopia (estou com gastrite, não sei se isso é um impeditivo) e ainda tirei raio X de tórax. Ah sim, claro… tudo isso porque estou de folga. Amanhã não vou a médico, mas tenho uma encomenda para o Dr. Trovão, vou mandar um bilhete pelo Edu, que será consultado e quero ver se ele altera meu remédio de enxaqueca… enfim, pra quem é hipocondríaco o blog é um prato cheio!
Atualizando a saga médica…
Julho 15, 2008 by invernooanotodoDai-me paciência!
Julho 12, 2008 by invernooanotodoAcho que meu grau de tolerância anda muito baixo. Na quarta briguei com a cardiologista, ontem fiquei tão irritada durante o exame de polissonografia que quase fui embora da clínica…. será que o mundo conspira contra mim ou eu estou precisando voltar urgentemente pro meu prozac? Vou já marcar uma consulta com o dr. Roberto!
A polissonografia foi horrível.. doer não dói, mas você tem que se internar, se encher de fios, colocar um treco no dedo que faz com que ele fique dormente e ainda enfiam um tubinho no nariz… e com tudo isso vc tem que dormir de “sono natural”… nem um remedinho pra ajudar… aí é brabo, né?
Carta ao Bradesco: procura-se um cardiologista!
Julho 10, 2008 by invernooanotodoDesde o último mês, estive em três cardiologistas diferentes credenciados pelo Bradesco e estou seriamente preocupada com a qualidade de atendimento que tive.
No início de junho tive uma crise de hipertensão, fui atendida na emergência do Cardiobarra, onde fui medicada e orientada a procurar meu cardiologista. Meu acompanhamento vinha sendo feito com o Dr. Júlio Lemos. Entrei em contato com ele por celular e ele me informou que estava de mudança para outro estado e eu deveria procurar um novo cardiologista. Pois bem, foi aí que começou o meu calvário, que mais parece uma tragi-comédia! Para começar a narração devo esclarecer que sou obesa há mais ou menos 10 anos
Marquei uma consulta com o Dr. Roberto Guida. Ao chegar no consultório me deparei com um médico que mais parecia ser um pastor fanático de uma seita pró-cirurgia bariátrica. Imaginem que eu, abaladíssima com a minha crise de hipertensão (a primeira na vida), procuro um médico para ter algum tipo de conforto e tenho que ouvir de uma pessoa que se diz médico que, para que a minha pressão baixe, só há uma solução: cirúrgia de estômago! Sim, é verdade, foi isso que ele disse. Ele mediu minha pressão, costatou que ela ainda estava muito elevada, mas não queria me receitar remédio algum. Fez um verdadeiro sermão de como a cirurgia mudou a vida dele (com direito a levantar para dar uma voltinha e mostrar sua boa forma). Para me convencer, chegou a desafiar a citar um só obeso de 80 anos que eu conhecesse… e eu pensando que, com a pressão que eu estava, só queria chegar aos 35… No final, só me passou um combinado de medicamentos depois que eu muito insisti. Os remédios eram Aprozide 300 Mg/12,5 Mg e Concor 5 Mg. Ele me deu amostras grátis que durariam 3 dias de tratamento. Como não gostei do médico e os remédios eram muito caros, resolvi recorrer a um novo especialista.
Desta vez, o cardiologista escolhido foi o Dr. Paulo Moura. Como 90% das pessoas no mundo, Dr. Paulo também acha que qualquer problema que aconteça com um gordo é culpa da gordura e, por conta disso, disse que eu precisava emagrecer. Ok, qualquer pessoa minimamente normal que olhe para mim, com IMC 54 percebe que eu preciso emagrecer, mas naquele momento eu só precisava baixar a minha pressão, que andava nas alturas há uma semana. Depois do blá-blá-blá de emagrecimento, perguntei ao Dr. Moura se deveria tomar a combinação de medicamentos passada pelo Dr. Roberto Guida ou deveria seguir o que eu tomava anteriormente. A resposta do ESPECIALISTA não poderia ser mais leiga “tome o que vc achar melhor”. Mesmo diante da minha insistência para uma escolha de remédios, não obtive resposta concreta. Saí do consultório perdida mais uma vez.
Eis que então minha sogra tinha uma consulta marcada com a Dra. Angélica Lourenço no dia seguinte e resolve ceder sua hora para mim. Fui muito bem atendida pela médica em questão, que finalmente conseguiu ver que, além de obesa, eu também era uma pessoa. Alterou a medicação para o remédio Lotar 100mg e pediu alguns exames complementares. O problema com a Dra Angélica começou quando eu peguei os resultados dos exames. Telefonei para o consultório para agendar meu retorno e fui informada que, independente que querer mostrar exames ou fazer primeira consulta, eu teria que marcar para o mês seguinte. Apesar de insatisfeita com a demora, marquei a hora. Hoje, um mês após realizar os exames fui levá-los para conhecimento da médica. Consulta marcada para 14h, cheguei ao local às 13h45, fui informada que não havia ninguém no consultório ainda. Permaneci EM PÉ NA PORTARIA DO PRÉDIO durante mais de meia hora até que a secretária da doutora chegasse. Quando entramos no consultório fui informada que minha consulta era um encaixe e, por isso, eu só seria atendida após a paciente marcada para 14h - vou explicar: quando marquei minha consulta não fui avisada que se tratava de um encaixe, mas independente disso analisem a situação e tirem suas próprias conclusões:
- médica marcou duas pacientes para o mesmo horário, 14h
- segundo a lógica da média, a paciente menos prioritária era eu (a que só levava exames para ela ver)
- a secretária da médica chegou ao consultório às 14h20 (com 20 minutos de atraso)
- a paciente das 14h não havia chegado
- Eu só seria atendida - quando a médica chegase - após esta paciente!
Pois bem, a paciente das 14h chegou, a médica também (por volta de 14h30), falei pessoalmente com ela sobre o descaso de simplesmente me jogarem para depois da pessoa que chegou depois de mim quando até ela e a secretária estavam atrasadas, mas ela me deu apenas duas opções: deixar os exames para que ela analisasse sozinha ou que eu pedisse à paciente “correta” para me deixar passar a vez.
Acrescentei uma terceira à lista, fui embora sem atendimento e agora passo a questão ao Bradesco e pergunto, como quarta e derradeira opção: EXISTE ALGUM CARDIOLOGISTA MINIMAMENTE HUMANO, NORMAL E QUE POSSA ME ATENDER PELO PLANO?????
Grata pela atenção, aguardo ansiosamente por uma resposta
Tudo que faz bem também faz mal
Julho 8, 2008 by invernooanotodo
É engraçado… vc passa a vida toda ouvindo que fazer exercício faz bem, aí volta e meia se depara com uma notícia de um jogador de futebol profissional (atleta mesmo) morreu em campo fazendo…. exercício… Eu mesma conheci uma menina, aparência saudável, magrinha… todo dia ia pra academia, pois um dia ela morreu fazendo exercício NA academia… surreal, mas é verdade!
E por que eu estou dizendo isso? Por que há mais ou menos um mês estou controlando a comida, fazendo dieta… todo mundo com o meu peso deveria fazer dieta e deveria ficar ótimo fazendo dieta… mas ontem eu resolvi me dar um almoço sem culpa.. e aí? Aí que eu acordei vomitando, com diarréia e enjoadíssima… conclusão: não tivesse eu fazendo dieta, podia comer pra caramba todo dia, mas só pq maneirei uns dias, passei mal quando comi um pouquinho a mais….
Eita muito injusto!
Acho que já nasci assim…
Julho 7, 2008 by invernooanotodoNão lembro de ter me sentido magra em toda a minha vida! Nasci gorda para os padrões normais… mesmo criança, ou já adolescente seguindo dietas loucas em que nada se comia, cheguei a ficar no máximo normal, nunca magra…
Na roça, onde morava a família da minha mãe e onde a gente passava as férias de fim de ano, dizer que a pessoa estava gorda era um elogio: “Você está linda, gorda, uma beleza!” ou então “Você engordou este ano, está forte, com saúde”. Não sei que tola sabedoria popular era essa de achar que gordo é que é saudável… e não tinha ninguém morrendo de fome lá não, lá não era Etiópia nem sertão do nordeste! Era todo mundo gordinho tb! Eu ficava pra morrer… adolescente com 14, 15 anos não quer ouvir de ninguém que está gordo, né? Aliás, com idade nenhuma a gente quer….
Eu parei de visitar a família da minha mãe mais ou menos aos 20 anos… as coisas por lá não faziam mais sentido pra mim… mas talvez essa coisa de ficar ouvindo todo ano as pessoas te elogiando com um “vc está gorda” tenha feito com que eu desenvolvesse uma espécie de anorexia ao contrário. Explico: a anorexia é um distúrbio alimentar causado pq o doente se olha no espelho e se acha sempre mais gordo do que é, ele nunca se acha magro o suficiente e simplesmente pára de comer. A anorexia ao contrário é o que acontece comigo (e quem me chamou a atenção foi uma amiga, que tb sofre do mesmo mal, é claro!). Eu sei que estou gorda, os médicos me dizem que estou superobesa, meu IMC é 54, mas eu me olho no espelho e sempre acho que posso engordar mais um pouquinho, comer mais um chocolatezinho, um sorvetinho, uma pizzazinha, tudo no diminutivo, pra comer mais e engordar menos…
Hello world!
Julho 6, 2008 by invernooanotodoWelcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!